Roberto Tibiriçá

Brasil

Nascido em São Paulo, Roberto Tibiriçá recebeu orientações de Guiomar Novaes, Magda Tagliaferro, Dinorah de Carvalho, Nelson Freire e Gilberto Tinetti. Foi discípulo do maestro Eleazar de Carvalho, com quem teve a oportunidade de trabalhar durante 18 anos, depois de ter vencido o Concurso para Jovens Regentes da OSESP em duas edições seguidas.

Ocupou o cargo de Regente Assistente no Teatro Nacional de São Carlos (Lisboa/Portugal) e em 1994 tornou-se Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Sinfônica Brasileira. Entre 2000 e 2004, foi Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Petrobras Sinfônica e, entre 2005 e 2011, Diretor Artístico da Sinfônica Heliópolis, do Instituto Baccarelli (SP). Em 2010 assumiu como Regente Titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais onde permaneceu até 2013. Foi também Regente Titular e Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica de Campinas (SP), da Orquestra Filarmônica de São Bernardo do Campo (SP) e da Orquestra Sinfônica do SODRE, Montevidéu (Uruguai).

No Rio de Janeiro foi eleito pela crítica como o Músico do Ano de 1995 e recebeu neste Estado o Prêmio “Estácio de Sá”, por seu trabalho com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Participou do Festival Martha Argerich, em Buenos Aires, por duas vezes, a convite da própria artista, em 2001 e 2004. Já há alguns anos é convidado para o Festival Villa-Lobos, Venezuela, regendo concertos com a Orquestra Simón Bolívar.

Recebeu em 2010 e 2011 o XIII e XIV Prêmio Carlos Gomes como Melhor Regente Sinfônico (por seu trabalho com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e a Sinfônica Heliópolis, do Instituto Baccarelli). Recebeu ainda em 2011 a Ordem do Ipiranga (a mais alta honraria do Estado de São Paulo), a Grande Medalha Presidente Juscelino Kubitschek (outorgada pelo Governo de Minas Gerais) e o Prêmio APCA (Associação dos Críticos Musicais de São Paulo) como Melhor Regente (por seu trabalho com a Sinfônica Heliópolis e com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais). Ocupa a Cadeira Nº 5 da Academia Brasileira de Música e em 11 de maio de 2018 tomou posse como Membro Honorário da Academia Nacional de Música, RJ. Em 2020, em plena pandemia do Corona vírus, realizou com a OSESP – Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – a Estreia Mundial da ópera em 1 ato “Cartas Portuguesas”, do compositor brasileiro João Guilherme Ripper e gravou para o selo NAXOS os Choros para Clarinete, Piano, Viola, Violoncelo e a peça Flor de Tremembé, de Camargo Guarnieri.

Atualmente Roberto Tibiriçá é o Diretor Musical e Regente Titular da Orquestra Sinfônica do Paraná.

Linda Bustani

Brasil

Uma das importantes pianistas sul-americanas de projeção internacional, Linda Bustani foi discípula de Arnaldo Estrella, no Rio de Janeiro, Brasil. Premiada aos quinze anos de idade no Concurso Internacional Vianna da Mota, de Lisboa – e havendo anteriormente vencido os Concursos Nacionais de Salvador e do Rio de Janeiro – Linda Bustani foi convidada por Iakov Zak para trabalhar sob sua orientação no Conservatório Tchaikovsky, em Moscou, onde também foi aluna de Elisso Virsaladze. Laureada nos Concursos Internacionais de Bratislava e Rio de Janeiro, Linda Bustani teve sua carreira internacional efetivamente lançada em decorrência de sua participação no Concurso Internacional de Leeds, na Inglaterra. Seguiram-se, então, concertos e recitais em diversos países: Portugal, Países Baixos (Concertgebouw de Amsterdam), Bélgica, República Tcheca (Tchecoslováquia), Rússia, Ucrânia e Geórgia (União Soviética), Escócia, Reino Unido, Japão, Hungria, EUA e na América Latina. Linda Bustani foi solista de orquestras como a New Philharmonia, Bornemouth Symphony, City of Birmingham Symphony, Royal Liverpool Philharmonic, BBC Welsh, BBC Scottish, Hallé e Sinfônica Bratislava, Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), Orquestra Petrobras Pró Música (OPPM) e Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). Teve como regentes Simon Rattle, Charles Groves, William Tausky, Anatoli Fistoulari, Louis Frémaux, Okko Kamu, Gunther Herbig, John Neschling, Isaac Karabitchevsky, Eleazar de Carvalho, Roberto Duarte, Henrique Morelenbaum, Alceo Bocchino, Roberto Tibiriçá, Ligia Amadio, entre outros.

Em 2003, Linda Bustani recebeu o Prêmio Carlos Gomes (SP) como a “melhor pianista do ano”.

Keng Zhou

China

Keng Zhou é empreendedor artístico, professor e pianista destacado. É presidente do SNTPO, a Quarta Orquestra Sinfônica Profissional de Xangai, Secretário Geral do Comitê de Artistas do futuro centro de arte Nine Tree (Shanghai), Diretor Artístico do Festival Internacional de Piano e da Academia Internacional de Piano do Conservatório de Música de Zhejiang, conselheiro graduado do Conservatório de Música de Xangai e fundador do Festival Internacional de Piano do Conservatório de Música de Xangai, ex-diretor da Academia Internacional de Piano do Conservatório de Música de Xangai, sendo atualmente Diretor Artístico do Festival Internacional de Piano Nine Tree de Xangai.

Keng Zhou iniciou seus estudos no Conservatório de Música de Xangai em 1983 e aprimorou seus estudos musicais na Universidade de Minnesota em 1989. Já deu recitais nos Estados Unidos e na Itália. Tocou como solista de uma orquestra local nos Estados Unidos, evento que foi transmitido pela Minnesota Public Radio. Foi vice-presidente da American Pacific Musicians Association e membro do conselho da Minnesota Sino-US Friendship Association. Em 2002 retornou a Xangai e foi nomeado vice-presidente do departamento de piano do Conservatório de Música de Xangai, lançando o Festival Internacional de Piano no Conservatório de Música de Xangai em 2005, que causou sensação na China com apresentações de mais de cem virtuoses de todo o mundo. Desde então, ele se tornou o criador e diretor da Academia Internacional de Piano do Conservatório de Música de Xangai e da série do Festival Internacional de Piano de Xangai, que está atualmente em seus quinze anos de sucesso. Em preparação para os Jogos Olímpicos de Verão de 2008, Zhou Keng organizou a Extravagância de Piano do Centenário de Pequim de 2008 no Centro Nacional de Artes Cênicas.

Além de curador de masterclasses e concertos de piano, Zhou Keng é convidado frequente para atuar no júri e no comitê organizador sênior de competições internacionais, incluindo o Concurso Internacional de Piano China-Shanghai em Xangai, Jaen na Espanha, Mauro Paolo Monopoli e Nuova Coppa na Itália, Bach-Tureck em Nova York, Anton Rubinstein em Moscou, Prokofiev em São Petersburgo, CCTV National Piano Competition em Pequim e o 1º Concurso Internacional de e-piano realizado em Minneapolis. Atuou como produtor do musical chinês “The Sixth Patriarch” e consultor sênior da Shanghai Music Press. Sua visão sobre a cena da música clássica na China tornou-se o foco de entrevistas da mídia regional e nacional chinesa e internacional: CCTV “Music For Life” em outubro de 2016, BBC, Star Tribune of Minnesota, Universal Daily, Arts and Literature China, People’s Liberation Daily, Beijing Daily e outros. Por seus esforços na promoção das relações sino-européias no campo das artes e da cultura, o governo espanhol o homenageou com o “Reconhecimento Especial Isaac Albéniz” no centenário de Albéniz em 2009.

Jan Jiracek von Arnim

Alemanha

Nascido em uma família de músicos, o pianista Jan Jiracek von Arnim foi descrito pela BBC Music Magazine como um dos principais pianistas de sua geração. Vencedor do Concurso Busoni (Itália) e do Concurso Maria Canals (Espanha), Jan Jiracek von Arnim foi um dos vencedores do Décimo Concurso Internacional de Piano Van Cliburn (EUA). Ele se apresenta regularmente em centros musicais como o Musikverein Vienna, Philharmonie Berlin, Suntory Hall Tokyo e outros.

Foi nomeado professor de piano na Universidade de Música e Artes Cênicas de Viena em 2001, tornando-se o professor titular mais jovem da história daquela escola. Seus ex-alunos e os atuais são premiados nas principais competições internacionais de piano, como por exemplo em 2021 o vencedor do primeiro prêmio em “Géza Anda” (Suíça), vencedor do primeiro prêmio de 2020 na “Unisa” (África do Sul), vencedor do primeiro prêmio de 2019 no “Top of the World” (Noruega) e no Concurso Internacional de Piano de Tucumán (Argentina) , primeiro prêmio de 2018 no “Maria Canals Barcelona”, assim como no “Dublin International” na Irlanda, no “Gradus ad Parnassum” na Áustria e no “Neue Sterne” na Alemanha.

Jan Jiracek von Arnim é professor convidado da Elisabeth University of Music em Hiroshima (Japão) desde 2022, professor visitante da Yale University (EUA) e atualmente também professor convidado do Conservatório da China, Pequim.

Ele é professor em master classes regularmente na América do Norte, Ásia e Europa, mais recentemente para os Vencedores do Prêmio PTNA e Talentos Júnior no Toho Gakuen College em Tóquio, Japão, na Fundação Wilhelm Kempff em Positano, Itália, bem como no Chopin Festival em Duszniki e na Paderewski International Piano Concerto Academy em Bydgoszcz, Polônia.

Jiracek von Arnim é frequentemente convidado como jurado em competições internacionais de piano, como por exemplo o “Concurso Internacional de Piano Hamamatsu” no Japão, o “Concurso Internacional de Piano Busoni” na Itália e o “Concurso Internacional de Piano Tchaikovsky para jovens músicos”.

Desde 2011, é Diretor Artístico e Presidente do “International Beethoven Piano Competition Vienna”, um dos mais prestigiosos concursos de piano do mundo.

Sua biografia sobre Franz Liszt (Residenz Verlag, Áustria) foi descrita como “a melhor biografia de Liszt” pelo renomado jornal DIE PRESSE, da Áustria.

Jan Jiracek von Arnim é bolsista de fundações de prestígio como a “Studienstiftung des deutschen Volkes”. Foi nomeado como “Paul Harris Fellow” da Fundação Rotária em 2020. É também cidadão honorário de Fredericksburg, no Texas (EUA).

Cristian Budu

Brasil

Brasileiro filho de romenos, Cristian Budu tem se firmado como uma nova referência no mundo pianístico. Venceu o renomado Concurso Internacional Clara Haskil (Grande Prêmio e mais 2 prêmios extras, incluindo o prêmio do público), mais importante conquista de um pianista brasileiro nos últimos 30 anos, e recentemente ganhou prêmios como Instrumentista do Ano (2017) da APCA, e Melhor Concerto do Ano (2016) no Guia da Folha.

Na revista britânica Gramophone, Cristian entrou em 2017 em duas seletas listas: “Top 10 Recent Beethoven Recordings”, ao lado de artistas como Harnoncourt, Bavouzet, Goerner e Stefan Vladar; e “Top 10 Chopin Recordings”, que inclui gravações de Martha Argerich, Arthur Rubinstein, Maria João Pires, Dinu Lipatti e Murray Perahia. Em 2019, a Gramophone inseriu sua interpretação dos 24 Prelúdios na lista histórica das “Top 50 Greatest Chopin Recordings“, representando o piano brasileiro juntamente com a gravação dos Noturnos por Nelson Freire.

Seu primeiro CD solo ganhou o “Editor’s Choice” na Inglaterra e “5-Diapasons” na França. Sua agenda recente inclui duos com Renaud Capuçon, com Antonio Meneses, música de câmara com músicos da Orquestra Filarmônica de Berlin, concerto com Orquestra de Câmara de Lausanne, além de recital solo no Verbier Festival.

Cristian já se apresentou com a Orquestra Sinfônica de Lucerna, Orquestre de la Suisse Romande, Orquestra Sinfônica da Rádio de Stuttgart, Emil Nichifor Orchestra, NEC Philarmonic Orchestra, OSESP, Orquestra Filarmônica de Montevideo, OSB, Orquestra Filarmônica de Mendoza, Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, entre tantas outras. Apresentou-se como solista em salas como KKL de Lucerna, Ateneu de Bucareste, LAC de Lugano, Liederhalle, Jordan Hall, Sala São Paulo. Já solou e lecionou em festivais e séries como “Les Grands Interprètes” de Genebra, “Klavierissimo” de Zurique, “Piano aux Jacobins” (França), Rockport Music Festival (EUA), Zermatt Festival (Suiça), Delft Chamber Music Festival (Holanda), Frankische Musiktage – série ‘Rising Stars’ (Alemanha), Festival Internacional de Piano de Monterrey (Mexico), Festival Internacional de Campos do Jordão.

Cristian cresceu em Diadema (SP) e foi aluno do Instituto Brincante onde conheceu o multi-artista Antônio Nóbrega, com quem também colaborou em vários trabalhos. Em Boston, Cristian integrou um quarteto especializado em Chôro que venceu o Honors Competition do New England Conservatory.

Cristian formou-se na Universidade de São Paulo, onde teve como professor o pianista Eduardo Monteiro. Nos Estados Unidos tornou-se Master in Pianistic Performance com Wha´Kyung Byun, recebendo uma bolsa especial do New England Conservatory em Boston.

Ainda nos EUA, Cristian hospedou saraus e eventos especiais que inspiraram a criação do Groupmuse, projeto que ganhou a parceria da Boston Symphony Orchestra e se tornou uma das maiores plataformas inovadoras da música clássica no mundo. No Brasil, Cristian é criador do projeto de saraus Pianosofia, que tem parceria da Sociedade Cultura Artística, na intenção de democratizar o acesso à música clássica através de saraus em residências e ambientes inusitados. Cristian também já fez diversas parcerias com projetos sociais como Projeto Integração e Liga Solidária, e é hoje conselheiro voluntário do Projeto Casulo.

Álvaro Teixeira Lopes

Portugal

Natural do Porto, Álvaro Teixeira Lopes fez a sua formação com Isabel Rocha, Jorge Moyano e Helena Sá Costa em Portugal e com Paul Badura Skoda, Noel Flores em Viena e Marian Ribicky em Paris.

Diretor Artístico do Concurso Internacional de Sta. Cecília, é Diretor do Curso de Música Silva Monteiro e Professor Associado Convidado no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro.

Com numerosos alunos detentores de prémios em concursos nacionais e internacionais, é frequentemente convidado a integrar júris de concursos de piano tanto em Portugal como no estrangeiro, tendo já  integrado os júris de vários concursos internacionais tais como o Concurso Internacional de Piano do Porto, Compositores de Espanha, Iturbi, Concours International de Piano de Lyon e de Épinal, Maestro Arts em Taiwan, César Franck, Cleveland Virtualoso, Isidor Basič, Rina Sala Gallo, Orbetello, Neue Sterne, Scriabin, Rospigliosi, Aquaviva, Valentino Buchi, Pro-Piano,  Festival Internacional de Piano do Rio de Janeiro entre muitos outros.

Autor do Manual de Piano, edição do Ministério da Educação de Portugal, tem exercido uma intensa atividade pedagógica tanto como orientador credenciado pelo Ministério da Educação como através de Master-Classes que tem ministrado em Portugal e no estrangeiro.

Gravou para a editora Numérica e dedicou grande parte da sua atividade pianística à divulgação da Música Portuguesa para piano e música de câmara. Membro dos Solistas do Porto e do Khora Ensemble, possui um duo com o pianista Fausto Neves e com o guitarrista Francisco Berény.

É diretor artístico de vários festivais entre os quais o Festival Internacional de Piano de Sta. Cecília.

Akiko Ebi

Japão / França

Presidente do Júri

Nascida em Osaka, no Japão, Akiko Ebi começou a estudar piano aos 3 anos e meio. Primeiro prêmio no Concurso Nacional de Piano no Japão, lançou a sua carreira internacional como vencedora do 2º Grande Prêmio no Concurso Long-Thibaud em Paris, com 4 prêmios especiais atribuídos por Arthur Rubinstein, Emile Sauer e o Príncipe Rainier III de Mônaco. Premiada também no Concurso Internacional Fryderyk Chopin em Varsóvia. Akiko estudou com Aldo Ciccolini no Conservatório Nacional de Paris, Vlado Perlemuter, Conrad Hansen, Luis Kentner, Colette Zerah, Susumu Nagai e Toyoaki Matsuura.

Apresentou-se em 37 países, em locais como Berlin Philharmony Hall, Gewandhaus Concert Hall, Suntory Hall, Teatro Colon, Théâtre des Champs-Elysées, Salle Pleyel, Salle Gaveau, Wigmore Hall etc. Tocou com maestros como Stanislaw Skrowazcewski , Frans Bruggen, Marek Janowsky, Vassily Sinaisky, Lawrence Foster, Yutaka Sado, Michiyoshi Inoue, Kenichire Kobayashi, Ryusuke Numajiri, Hideaki Mute, Theodor Gushulbauer, Pedro Ignacio Calderón, Rossen Milanov, Erich Bergel, Bernhard Klee, Jean-Bernard Pommier, Monika Wolinska, Stanislaw Strugala, Jean Fournet e muitos outros maestros japoneses.

Seu concerto em duo de piano com Martha Argerich foi transmitido várias vezes no mundo. Seus parceiros musicais são Martha Argerich, Ivry Gitlis, Augustin Dumay, Régis Pasquier, Yumino Toyoda, Alto Noras, Angela Hewitt, Quintetos como o Moragues, Parisii Quartet, Via Nova Quartet etc. Ela se apresenta regularmente nos festivais de La Roque d’Anthéron, Menton, Echternach, Verbier, Folle journée (Nantes, Lisboa, Tóquio), Nice, Varsóvia, Lugano, Toledo, Nova York, Tóquio, Salt Lake City, Buenos Aires, Santiago do Chile etc.

A sua discografia inclui Chopin, Ravel, Dynam-Victor Fumet (primeira gravação mundial) e também obras de Fauré, Franck, Grieg, Lekeu, Pierné, Webern em música de câmara. Foi premiada duas vezes com o Grand Prix d’Or no Japão por suas gravações de Hikari Oe. Por seus serviços à música francesa, Akiko foi nomeada Chevalier des Arts et des Lettres em 1993 e, em 2002, recebeu o prestigioso prêmio ExxonMobile Music Prize do Japão. Em 2023 ela recebeu do governo polonês a medalha Gloria Artis.

É convidada frequente para dar master classes em vários países como França, Bélgica, Alemanha, Itália, Espanha, Rússia e Finlândia, e muitas cidades nos EUA, Canadá, Argentina, Chile e Japão. Ela é convidada frequente para integrar o júri em competições internacionais como Chopin em Varsóvia, Long – Thibaud, Clara Haskil, Gina Bachauer, Santander, Maria Canals, e-concursos etc. Ela também foi presidente do júri no Hamamatsu International Piano Competition em 2012 e 2015. Tem sido presidente da Japan Chopin Society por 13 anos. Também é presidente da Comissão de Planejamento do Festival Internacional de Piano da cidade de Yokohama o qual comemorou 40 anos em 2022 com um concerto onde ela tocou em duo com Martha Argerich.

Roberto Tibiriçá

Brasil

Nascido em São Paulo, Roberto Tibiriçá recebeu orientações de Guiomar Novaes, Magda Tagliaferro, Dinorah de Carvalho, Nelson Freire e Gilberto Tinetti. Foi discípulo do maestro Eleazar de Carvalho, com quem teve a oportunidade de trabalhar durante 18 anos, depois de ter vencido o Concurso para Jovens Regentes da OSESP em duas edições seguidas.

Ocupou o cargo de Regente Assistente no Teatro Nacional de São Carlos (Lisboa/Portugal) e em 1994 tornou-se Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Sinfônica Brasileira. Entre 2000 e 2004, foi Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Petrobras Sinfônica e, entre 2005 e 2011, Diretor Artístico da Sinfônica Heliópolis, do Instituto Baccarelli (SP). Em 2010 assumiu como Regente Titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais onde permaneceu até 2013. Foi também Regente Titular e Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica de Campinas (SP), da Orquestra Filarmônica de São Bernardo do Campo (SP) e da Orquestra Sinfônica do SODRE, Montevidéu (Uruguai).

No Rio de Janeiro foi eleito pela crítica como o Músico do Ano de 1995 e recebeu neste Estado o Prêmio “Estácio de Sá”, por seu trabalho com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Participou do Festival Martha Argerich, em Buenos Aires, por duas vezes, a convite da própria artista, em 2001 e 2004. Já há alguns anos é convidado para o Festival Villa-Lobos, Venezuela, regendo concertos com a Orquestra Simón Bolívar.

Recebeu em 2010 e 2011 o XIII e XIV Prêmio Carlos Gomes como Melhor Regente Sinfônico (por seu trabalho com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e a Sinfônica Heliópolis, do Instituto Baccarelli). Recebeu ainda em 2011 a Ordem do Ipiranga (a mais alta honraria do Estado de São Paulo), a Grande Medalha Presidente Juscelino Kubitschek (outorgada pelo Governo de Minas Gerais) e o Prêmio APCA (Associação dos Críticos Musicais de São Paulo) como Melhor Regente (por seu trabalho com a Sinfônica Heliópolis e com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais). Ocupa a Cadeira Nº 5 da Academia Brasileira de Música e em 11 de maio de 2018 tomou posse como Membro Honorário da Academia Nacional de Música, RJ. Em 2020, em plena pandemia do Corona vírus, realizou com a OSESP – Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – a Estreia Mundial da ópera em 1 ato “Cartas Portuguesas”, do compositor brasileiro João Guilherme Ripper e gravou para o selo NAXOS os Choros para Clarinete, Piano, Viola, Violoncelo e a peça Flor de Tremembé, de Camargo Guarnieri.

Pierre Réach

França

Ao longo dos anos, Pierre Réach conquistou a reputação como um pianista excepcional que interpreta obras espetaculares como as Variações Goldberg de Bach, a Transcrição de Liszt da Sinfonia Fantástica de Berlioz, a Sonata Hammerklavier ou ainda a Sonata

“Les quatre âges de la vie” de Charles-Valentin Alkan. Ele também é reconhecido como um renomado professor que sabe transmitir com entusiasmo a busca pela emoção através da música. Há mais de 20 anos ele se tornou também um infatigável criador e organizador de manifestações artísticas.

O primeiro lugar no Concurso Internacional Olivier Messiaen o revelou ao público. Seguiram-se prêmios nos concursos Pozzoli na Itália, Maria Canals e Jaen na Espanha, e uma medalha no Concurso Arthur Rubinstein em Israel.

Aluno de Yvonne Lefébure e de Yvonne Loriod no Conservatoire de Paris, Pierre Réach se aperfeiçoou de 1975 a 1982 com Maria Curcio em Londres e recebeu durante vários anos conselhos regulares de mestres como Arthur Rubinstein, Alexis Weissenberg e Paul Badura-Skoda. Em seu vasto repertório que vai de Bach a Messiaen, passando por Mozart, Schubert, Schumann e Chopin, a obra de Beethoven sempre ocupou um lugar importante. Tocar hoje as 32 Sonatas deste compositor, que ele nunca deixou de apresentar com paixão, representa para ele uma realização de vida feita de grande tenacidade, trabalho intenso e imenso compromisso com a excelência.

Pierre Réach se apresentou em recitais e concertos com orquestra em todos os países da Europa, Japão, Estados Unidos, Isarael, Rússia, China (onde costuma ir quatro vezes por ano), Coréia do Sul, com orquestras como Philharmonique et National de Radio France, NHK Symphony Orchestra em Tóquio, Osaka Philharmonic Orchestra, KBS Orchestra de Seul, Hallé Orchestra de Manchester, Richmond Orchestra na Virginie, Pomeriggi Musicali de Milão, Orchestra Sinfônica das Ilhas Baleares, Banda Municipal de Barcelona, etc. Realizou várias gravações com obras de Charles-Valentin Alkan, Bach, Mozart, Schubert, Beethoven, Olivier Messiaen, Jean Cras, Stravinsky, Mendelssohn, Moussorgski, etc.

Pierre Réach é atualmente considerado como um dos melhores intérpretes das Variações Goldberg de Bach. Em janeiro de 2005 foi nomeado Professor Honoris Causa do Conservatório de Shanghai e suas masterclasses em diversos países da Europa, América e Ásia são extremamente reputadas. Atualmente ele é professor de piano e música de câmera na Escola Superior de Música de Catalunya (ESMUC).

Seu concerto no terraço do Observatório do Pic du Midi, França, a 2 800 metros de altura em um piano de cauda transportado por um helicóptero e transmitido pela TF1 será sempre lembrado. Este concerto deu início ao Festival Piano aux Pyrénées que se tornou, alguns anos mais tarde, no Festival Piano-Pic (www.piano-pic.fr) em Bagnères de Bigorre (Hautes-Pyrénées), França. Pierre criou também o Printemps Musical de Provins et Piano em Castelnaudary, em como o Vila-seca Music Festival (Espagne). Pierre Réaché um artista Steinway desde 1982. Em março de 2015, Pierre Réach foi condecorado com a medalha Chevalier dans l’Ordre des Arts et Lettres pelo Ministérioa da Cultura da França.

Marian Rybicki

França

O pianista Marian Rybicki agrega duas tradições: as da Polônia (Academia de Música de Cracóvia) e da França (Conservatoire National Supérieur de Musique de Paris).

Dando sequência à carreira como solista, principalmente em países do Oriente, passou a atuar como professor na École Normale de Musique de Paris Alfred Cortot em 1979.

Muitos dos seus alunos foram aclamados em grandes concursos internacionais, incluindo os vencedores dos concursos de Santander (1978), Marguerite Long – Jacques Thibaud (2004), Leeds (2009), Hamamatsu (2012) e Arthur Rubinstein em Tel Aviv (2014) e paris – Prêmio Cortot (2016 e 2020).

Participou do júri de diversos concursos internacionais, incluindo os de Pequim, Moscou (Chopin e Scriabin), Shanghai, Tóquio, Kiev (Horowitz), Monte Carlo, Tiflis, Rio de Janeiro, Porto e Jaén, entre outros.

Marian Rybicki desenvolve um importante apoio para jovens artistas no início de suas carreiras. Em 1992 ele fundou em Paris a Associação Animato, que organiza inúmeros concertos para jovens pianistas tanto na França quanto em outros países. Desde a sua fundação, a Animato convidou e apresentou mais de 800 jovens pianistas na Salle Cortot, em Paris, e vários deles ganhou importantes prêmios nos mais renomados concursos internacionais de piano.

Em dezembro de 2021, Marian Rybicki criou na França o primeiro Concurso Internacional Fréderic Chopin.

Recebeu a medalha “Gold Cross of Merit” em reconhecimento por sua contribuição à música.

Linda Bustani

Brasil

Uma das importantes pianistas sul-americanas de projeção internacional, Linda Bustani foi discípula de Arnaldo Estrella, no Rio de Janeiro, Brasil. Premiada aos quinze anos de idade no Concurso Internacional Vianna da Mota, de Lisboa – e havendo anteriormente vencido os Concursos Nacionais de Salvador e do Rio de Janeiro – Linda Bustani foi convidada por Iakov Zak para trabalhar sob sua orientação no Conservatório Tchaikovsky, em Moscou, onde também foi aluna de Elisso Virsaladze.

Laureada nos Concursos Internacionais de Bratislava e Rio de Janeiro, Linda Bustani teve sua carreira internacional efetivamente lançada em decorrência de sua participação no Concurso Internacional de Leeds, na Inglaterra. Seguiram-se, então, concertos e recitais em diversos países: Portugal, Países Baixos (Concertgebouw de Amsterdam), Bélgica, República Tcheca (Tchecoslováquia), Rússia, Ucrânia e Geórgia (União Soviética), Escócia, Reino Unido, Japão, Hungria, EUA e na América Latina. Linda Bustani foi solista de orquestras como a New Philharmonia, Bornemouth Symphony, City of Birmingham Symphony, Royal Liverpool Philharmonic, BBC Welsh, BBC Scottish, Hallé e Sinfônica Bratislava, Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), Orquestra Petrobras Pró Música (OPPM) e Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). Teve como regentes Simon Rattle, Charles Groves, William Tausky, Anatoli Fistoulari, Louis Frémaux, Okko Kamu, Gunther Herbig, John Neschling, Isaac Karabitchevsky, Eleazar de Carvalho, Roberto Duarte, Henrique Morelenbaum, Alceo Bocchino, Roberto Tibiriçá, Ligia Amadio, entre outros.

Em 2003, Linda Bustani recebeu o Prêmio Carlos Gomes (SP) como a “melhor pianista do ano”.

Eduardo Monteiro

Brasil

Um dos mais atuantes pianistas brasileiros, o carioca Eduardo Monteiro é reconhecido pela crítica como um dos maiores expoentes do cenário pianístico nacional.

Compartilhou sua música com plateias exigentes em importantes palcos do Brasil e do mundo, como o Wigmore Hall de Londres, Grande Sala do Conservatório Tchaikovsky de Moscou, Philharmonie de Colônia, Gasteig de Munique, Sala Verdi de Milão, Liceo de Barcelona, Auditório Nacional de Madrid, National Concert Hall de Dublin, Opera House da Universidade de Houston, Jordan Hall de Boston, Sala São Paulo, Sala Cecília Meireles, Sala Minas Gerais, Teatro Amazonas e Teatros Municipais de São Paulo e Rio de Janeiro.

Foi solista das principais orquestras do país e de renomadas orquestras do exterior, incluindo as Filarmônicas de São Petersburgo, de Moscou, de Munique, de Bremen, as Sinfônicas de Novosibirsk e Nacional da Irlanda, a Orquestra de Câmara de Viena e a Orquestra da Rádio e Televisão Espanhola. Já se apresentou sob a regência dos principais maestros brasileiros e, dentre os estrangeiros, destacam-se: Yuri Temirkanov, Mariss Jansons, Dimitri Kitayenko, Philippe Entremont, Arnold Katz, Sergiu Comissiona, Emil Tabakov, Kirk Trevor e Asher Fisch.

É frequentemente requisitado para ministrar aulas e realizar concertos em importantes festivais, como Campos do Jordão, Texas Music Festival e Folle Journée do Rio de Janeiro, tendo sido responsável por concerto de abertura nesses dois últimos.

Criou e dirigiu a série Piano Solo na Sala Cecília Meireles do Rio de Janeiro e no Teatro Municipal e Sala Promon de São Paulo, que promoveu o encontro de solistas consagrados como Nelson Freire, Cristina Ortiz e Diana Kacso e o próprio Eduardo Monteiro, com jovens talentos que se apresentaram na abertura de cada concerto.

Em sua discografia destaca-se o CD Piano Music of Brazil, pelo selo inglês Meridian Records, lançado com recital no Wigmore Hall de Londres, que mereceu críticas elogiosas nas mais conceituadas revistas especializadas internacionais.

Conquistou as principais premiações de piano no Brasil e, no exterior, alcançou, por unanimidade, o primeiro lugar no III Concurso Internacional de Piano de Colônia, Alemanha, em 1989, tendo sido laureado ainda nos Concursos de Dublin (1991) e Santander (1992). Foi agraciado por duas vezes com o prêmio Carlos Gomes de Música (2004 e 2005).

Estudou na Escola de Música da UFRJ (Bacharelado e Mestrado), na França (Doutorado na Sorbonne), na Itália (Fondazione Internazionale per il Pianoforte, no Lago de Como) e em 2002 obteve o Artist Diploma do New England Conservatory de Boston, Estados Unidos, na classe de Wha-Kyung Byun.

É Professor Titular do Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes da USP, onde desenvolve notável trabalho de formação com jovens pianistas. Seus alunos conquistaram numerosas premiações no Brasil e no exterior, com destaque para o 1o prêmio no 25º Concurso Internacional de Piano Clara Haskil na Suíça.

Entre 2008 e 2010 integrou a Câmara Consultiva de Música do Conselho Estadual de Cultura de São Paulo. Foi Diretor da Orquestra Sinfônica da USP, Vice-presidente da Comissão de Atividades Acadêmicas e da Comissão Permanente de Avaliação da USP, Diretor e, atualmente, Vice-Diretor da Escola de Comunicações e Artes da USP e Diretor Cultural da Fundação Maria Luisa e Oscar Americano.

Álvaro Teixeira Lopes

Portugal

Natural do Porto, concluiu em 1981 o Curso Superior de Piano do Conservatório de Música do Porto com a mais alta classificação. Em Portugal, foi aluno de Isabel Rocha e de Helena Sá e Costa. Em 1979/80 estudou em Lisboa no Conservatório Nacional com Jorge Moyano. Como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, do governo austríaco e da Secretaria de Estado da Cultura prossegue os seus estudos em Viena com Paul Badura Skoda e com Noel Flores e, em Paris, com Marian Rybicki.

Distinguido com diversos prémios, desenvolve uma intensa atividade nacional e internacional como solista e em música de câmara, sendo frequentemente convidado a tocar nos mais prestigiados festivais em Portugal e em França, Bélgica, Alemanha, Itália, Brasil, Malta, Espanha e Inglaterra.

É membro de Solistas do Porto e do Khora Ensemble, atuando regularmente com o Quarteto Suggia, e em duo com o violoncelista José Pereira de Sousa, com o pianista Fausto Neves e com o seu sobrinho Francisco Berény.

Gravou dois CDs com José Pereira de Sousa para a etiqueta Numérica, um dos quais totalmente dedicado a música portuguesa do séc. XX. Com o Quinteto Khora Ensemble gravou um CD com música de Astor Piazzolla. Em 2006 gravou um CD a solo com obras de Amílcar Vasques Dias: Doze Nocturnos Em Teu Nome e Lume De Chão – tecido de memórias e afectos.

O seu reportório inclui estreias de peças de Cláudio Carneyro, Frederico de Freitas, Fernando Corrêa de Oliveira, Fernando Lapa, Cândido Lima, Amílcar Vasques Dias, António Chagas Rosa e Evguene Zouldikine, algumas das quais lhe são dedicadas.

Fez a criação em Portugal de Visions de L´Amen, de Olivier Messiaen, com o pianista Miguel Borges Coelho, e o Concerto para Piano e Orquestra, de Nino Rota, com a Orquestra Metropolitana de Lisboa.

Tem orientado inúmeros cursos de interpretação e de pedagogia pianística em Portugal, Brasil e Itália.

Frequentemente convidado a integrar júris de concursos de piano, tendo sido membro do júri do XI, XV e XX Concurso Internacional de Piano Cidade do Porto. Foi representante de Portugal no XXI Concurso de Piano Valentino Bucchi, em Roma. Em Portugal, integrou o júri dos concursos: Florinda Santos, Concurso Internacional da Cidade do Fundão, Concurso Ibérico de Piano do Alto Minho, Concurso Internacional de Piano Luís Costa, Concurso do Conservatório de Música do Porto, do Concurso Santa Cecília e Concurso Marília Rocha.

É Professor Auxiliar Convidado do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, onde ensina piano e música de câmara. O investimento que tem realizado na atividade pedagógica reflete-se no elevado número de alunos seus que são professores em escolas e Conservatórios por todo o país e na quantidade de discípulos que têm sido premiados em concurso nacionais e internacionais.

Diretor artístico do Concurso Internacional Sta. Cecília e Membro da Direção do Curso de Música Silva Monteiro. Colabora frequentemente com escritores e atores em projetos transversais dirigindo nesse contexto o “Projeto COiNCIDÊNCIA”, com o ator Pedro Lamares.

Akemi Alink

Japão/Holanda

Nascida no Japão, Akemi Alink é vencedora de concursos de piano nacionais e internacionais e se apresentou em importantes salas de concerto como a Suntory Hall, Tokyo Opera City recital hall and Munetsugu hall.
Além de solista, faz apresentações de música de câmera e como acompanhante de cantores de Lieder.

Desde 2012 firmou uma parceria artística com a mezzosoprano alemã Stephanie Gericke, com quem apresenta recitais de Lieder na Europa e no Japão, onde esteve em turnê em concertos em 2014, 2016 e 2019.

Paralelamente à carreira como concertista, Akemi Alink é professora de piano e já ministrou masterclasses na Europa, Japão e EUA.

Escritora, tem artigos publicados em livros e revistas do Japão e da Europa. Desde 2013 é responsável por uma série de artigos chamada “Relatos de concursos ao redor do mundo” para a revista mensal especializada em piano “Chopin”, no Japão, em um total de 100 vezes. Ela também redigiu importantes relatórios e deu entrevistas sobre os concursos internacionais de piano mais importantes do mundo, como os de Hamamatsu, no Japão (2015, 2018), Sydney, na Austrália (2016), o Arthur Rubinstein International Piano Master Competition, em Israel (2017), e o Fryderik Chopin International Piano Competition, na Polônia (2015, 2021).

Foi jurada de muitos concursos internacionais de piano tais como Concurso Internacional de Piano “Premio Jaén” (Spain), Concorso Pianistico Internazionale “Rina Sala Gallo” (Italy), Santa Cecilia International Competition  (Portugal), Concours International Grand Prix Animato (France), Stasys Vainiunas International Chamber Ensemble Competition (Lithuania), Cincinnati World Piano Competition (USA), Olga Kern International Piano Competition (USA), Cliburn International Amateur Piano Competition (USA), BNDES International Piano Competition in Rio de Janeiro (Brazil) and more.
Akemi Alink integra a Diretoria da Alink-Argerich Foundation. Compareceu a mais de 100 concursos nos últimos 20 anos e costuma dar orientação a jovens pianistas e organizadores de competições.

Piotr Paleczny

Polônia

Presidente do Júri

Piotr Paleczny é um dos mais renomados pianistas e professores da Polônia e vencedor de cinco competições internacionais de piano.

Concluiu seus estudos de piano na Universidade de Música Fréderic Chopin, em Varsóvia, com o professor Jan Ekier. O aprimoramento da sua personalidade artística se deve em grande parte, também, ao contato artístico com Arthur Rubinstein e Witold Lutoslawski.

Com o êxito da sua participação no VIII Concurso Internacional de Piano Fréderic Chopin, em que ficou em terceiro lugar, depois de Garrick Ohlsson e Mitsuko Uchida, passou a receber convites para tocar nas salas de concerto mais prestigiosas do mundo. O prêmio especial da melhor interpretação de uma Polonaise e o prêmio Witold Małcużyński efetivamente lançaram sua carreira, que continua até hoje com apresentações em todos os continentes.

Paleczny já tocou com conceituadas orquestras como a Sinfônica de Chicago, a Orquestra do Concertgebouw, a Royal Filharmonic, a Orchestra Sinfônica da BBC, a Gewandhaus, a Tonhalle Orchester a Orquestra Sinfônica de Zurique, a Orquestra Sinfônica Nacional da RAI, a Orquestra da Academia Nacional de Santa Cecilia, a Orquestra Sinfônica Nacional de México, a Orquestra Sinfônica Nacional Argentina, a Orquestra Nacional de Espanha, entre muitas outras.

Fez apresentações nos palcos de prestigiosos espaços, como a Carnegie Hall, a Alice Tully Hall e a sala da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York; a Orchestra Hall em Chicago; a Suntory Hall em Tóquio; a Berliner Philharmonie em Berlin; a Gewandhaus em Leipzig; o Teatro Colon em Buenos Aires; a Musikverein em Viena, o Concertgebouw em Amsterdam, a Royal Festival Hall em Londres, e a Festspielhaus em Salzburg.

Ministrou masterclasses em Nova York, Tóquio, Sydney, Buenos Aires, Fort Worth, Bordeaux, Paris, Seul, Pequim, Brescia, Madri, Amsterdam, Hamamatsu, Montevidéu, cidade do México…

É respeitado jurado de importantes concursos internacionais de piano como os de Varsóvia (as oito últimas edições do Concurso Chopin), Leeds, Montreal, Moscou (o Tchaikovsky em 2002 e em junho de 2019), Paris, Tel Aviv (o Rubinstein), Londres, Cleveland, Genebra, Hamamatsu, Rio de Janeiro, Toronto, Tóquio, Takamatsu, Seul, Salt Lake City, Mineápolis, Santander, Sendai, Taipé, Weimar, Manchester, Shenzhen, Los Angeles, Hilton Head…

Em julho de 2007, presidiu o júri do prestigioso concurso internacional de piano de Cleveland, tornando-se o primeiro e único polonês convidado a ocupar tal posição nos Estados Unidos. Em 5 de novembro de 2001, Paleczny foi convidado a se apresentar como solista no concerto de gala em homenagem ao centenário da Orquestra Filarmônica Nacional de Varsóvia.

Desde 1993, é Diretor Artístico do festival de piano mais antigo do mundo – o Festival Internacional de Piano Chopin de Duszniki – e desde 2004 exerce a mesma função no Concurso Internacional de Piano Paderewski de Bydgoszcz.

Em 2015, o Instituto Nacional F. Chopin lançou um CD há muito aguardado de Paleczny tocando um recital Chopin que se tornou um enorme sucesso de crítica e público.

Piotr Paleczny é professor na Universidade de Música Fréderic Chopin, em Varsóvia. Seus alunos já ganharam dezenas de prêmios nos mais importantes concursos nacionais e internacionais de piano. Atualmente, ele também atua como professor na Talent Music Academy, em Brescia, na Itália.

Paleczny é membro do comitê executivo da Associação Internacional de Pianistas e foi condecorado na sua terra natal e em outros países, recebendo, por exemplo, as medalhas Commander’s Cross of the Order of Polonia Restituta e a Mexican Order of the Aguila Azteca.

Em setembro de 2005, Piotr Paleczny recebeu a mais alta distinção artística da Polônia, a “Gold Medal for Merit to Culture – Gloria Artis” e em março de 2017 foi premiado com o Diploma e Título de Professor Honorário da Universidade de Música F. Chopin.

Em abril de 2017 a Diretoria da Academia Fonográfica Polonesa lhe concedeu o prestigioso Prêmio “Golden Fryderik”.

Em 2018 Paleczny recebeu um prêmio extraordinário e único, o C.K. Norwid Award “Work of Life”. Em 2019 o Governo do Japão outorgou-lhe uma das mais altas distinções do país, a medalha “Order of the Rising Sun, Golden Rays with Ribbon”.

Em maio de 2022 foi realizada uma solenidade na Universidade de Música Fréderic Chopin, em Varsóvia, em que Piotr Paleczny recebeu o título de Doutor Honoris Causa. O promotor desta prestigiosa iniciativa foi o Maestro Krystian Zimerman.

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