Homenagem

A arte de Nelson Freire atingiu um raro consenso entre os ouvintes de música clássica: é transcendental.

Nascido numa pequena cidade do interior de Minas, ele é um artista universalmente consagrado, recebedor de honrarias em muitos países do mundo, convidado a tocar nas melhores salas de concerto, com as orquestras mais prestigiosas e os regentes mais em evidência. Com 12 anos, classificado como finalista no I Concurso Internacional de Piano do Rio de Janeiro (no júri, Guiomar Novaes), recebeu do então presidente Juscelino Kubitschek uma bolsa de estudos que o levou a Viena, onde estudou sob a direção do mestre Bruno Seidlhofer. Aos 19 anos conquistou o primeiro prêmio no Concurso Internacional Vianna da Motta, em Lisboa, o que lhe garantiu apresentações em quase todos os países da América Latina e também na Espanha.

Seu grande début internacional se deu aos 23 anos, numa apresentação em Londres considerada pela crítica como sensacional. O crítico do Times chama-o então “o jovem leão do teclado”. Um ano mais tarde estreia em Nova York com a Orquestra Filarmônica, concerto que lhe valeu o comentário da revista Time: “um dos maiores pianistas dessa ou de qualquer outra geração”.

A partir de então, ao longo de cinco décadas e com atuações em cerca de 70 países, Nelson Freire se tornou uma estrela de máxima grandeza no cenário internacional. Ele gravou para a Sony/CBS, Teldec, Philips e Deutsche Grammophon. Desde 2003, ele tem contrato de exclusividade com a DECCA. Seus discos obtiveram os prêmios Diapason d’Or, Grand Prix du Disque, Victoire d´Honneur, Edison Award, Gramophone Award e o Grammy Latino por “Nelson Freire Brasileiro”, em 2013. Recebeu numerosas condecorações como a de Cidadão Carioca, Cavaleiro da Ordem do Rio Branco, Légion d’Honneur, Comendador des Arts et des Lettres, Medalha Pedro Ernesto, Medalha da cidade de Paris, Medalha da cidade de Buenos Aires e o doutorado honoris causa pela Escola de Música da UFRJ.

Apresentou-se com os regentes de maior prestígio como Gergiev, Kempe, Kubelik, Temirkanov, Osawa, Chailly, Dutoit, Previn, Boulez, Maazel, Masur e Sir Colin Davis. Apresentou-se com as orquestras Filarmônicas de Berlim, Londres, Nova York e Israel, a Concertgebouw de Amsterdam, a Gewandhaus de Leipzig, as Sinfônicas de Paris, Nacional da França, Munique, Tóquio, São Petersburgo, Boston, Chicago e Viena.

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